Por Bianca, Gilvany e Silmar
O Facebook surgiu justamente quando as previsões apontavam para o enfraquecimento das mídias sociais da web e, mesmo assim, transformou-se na rede mais popular do mundo. Agora, atrai empresas e marcas que enxergam na ferramenta a oportunidade de criar um relacionamento duradouro com o público.
Fontes respeitáveis como o website Social Media Today (HTTP://socialmediatoday.com) apontam para um total de mais de 300 milhões de perfis registrados em todo o mundo. Com esse número nada tímido, o ano de 2009 se encerrou de maneira incrivelmente positiva para o FB, rede social fundada em 2004 por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, à época, alunos da Universidade de Harvard. E 2010 promete muito mais, graças ao fato de as empresas enxergarem na ferramenta uma oportunidade única para estreitar o relacionamento com o público.
A proposta inicial dos três jovens estudantes de Harvard era apenas desenvolver uma rede que conectasse online os alunos da universidade. Mas na internet é assim, as proporções mudam rapidamente. As finalidades das redes sociais online, ou seja, de plataformas como Facebook, Orkut e Twitter, já não são mais segredo para ninguém: conectar em um mesmo programa pessoas de todos os lugares do mundo, encurtando, assim, distâncias físicas e geográficas; criar comunidades a partir de assuntos de interesse comum; permitir que cada um exponha sua vida a que possa interessar; compartilhar idéias; trocar informações, e tantas outras interpretações e possibilidades que aparecem à medida que as redes sociais vão surgindo nesse vasto território da internet. Em outras palavras, dar um sentido mais real a uma velha expressão que já se tornou histórica, aquele que diz que vivemos em uma grande “aldeia global”.
A possibilidade de criar, compartilhar e divulgar aplicativos web, levou muitos profissionais da área educacional a se interessarem pelo FB, trabalhando no melhor estilo comunidade. A rede apresenta interesses e conhecimentos dos seus usuários. O setor da educação, sobre tudo a EaD, tem investido neste canal na divulgação de seus cursos e disponibilização de diversos materiais. Isso através da criação de perfis em sites de redes sociais, como o Facebook, uma vez que esse tipo de plataforma vem se consolidando como forte canal de interação com os diversos usuários da web. Hoje o que se vê é um crescimento significativo do número de comunidades na área da educação que vão se formando sob a estrutura de uma corporação. Na internet: alguns plugins para o Facebook voltados para estudantes.
Notely - Lista do que fazer, planejamento de trabalhos de casa e eventos. Há também uma versão do Notely na web e uma aplicação pra iphone.
Courses - Permite que você liste seu curso atual no seu profile e encontrar outras pessoas que estão na sua turma. Funciona como um board de discussão de classe, video chate e lugar para você colocar seus afazeres programados e guardar arquivos.
JStor Search - É um banco de dados com milhares artigos de jornais que servem a pesquisa.
A rede já está sendo chamada, pela mídia americana, de "Facebook Economist". Tudo porque os desenvolvedores podem usar o produto como uma grande vitrine de trabalho e, claro, ganhar mais visibilidade e reconhecimento por parte da indústria. O que provavelmente ninguém esperava dessas redes sociais, nascidas com propósito estritamente pessoal, era o seu poder de atração junto ao mundo corporativo. O raciocínio parece muito simples. Marcas e produtos só sobrevivem se houver clientes. Onde estão muitos desses consumidores hoje em dia? Na internet, claro! Em apenas dez meses, centenas de desenvolvedores de aplicativos Web colocaram, lá dentro, nada menos que 2,4 mil aplicativos, que somaram a incrível marca de 139 milhões de downloads.
Nesse cenário, o Brasil tem um potencial espetacular já que por aqui, ainda que os números globais impressionem quando se leva em conta a pouca idade do site, o FB começou a tomar fôlego agora. O FB é a segunda rede de relacionamentos mais popular do Brasil embora o entendimento do seu funcionamento não seja tão simples e imediato. Se depender da velocidade dos ventos que conduzem o FB pelo mundo, os números brasileiros tendem a crescer muito nos próximos meses.
Sua utilização apresenta dois grandes problemas: a língua e a concorrência - O FB conta com pouco mais de 2 milhões de registros, bem aquém do Orkut, primeira grande rede social online a “bombar” na internet e que conta com mais de 27 milhões de cadastrados no país. Apesar de óbvias, essas barreiras não são totalmente explícitas. Embora ele tenha traduzido parcialmente a ferramenta para o português, por exemplo, a maior parte dos aplicativos - que são seu grande diferencial - ainda está em inglês.
Como em muitas redes sociais o FB permite que você possa inserir no seu perfil fotos, vídeos, compartilhar links interessantes, inserir os eventos aos quais você tem intenção de participar ou a adesão a grupos de usuários. Porém a ferramenta de inclusão de imagens ainda apresenta bugs – tem problemas de compatibilidade com browsers e é lenta demais. Coisa que o Orkut já resolveu há muito tempo.
Através das aplicações da rede o usuário tem acesso a vários aplicativos, através de módulos que adicionam funcionalidade ao sistema e aumentam as ações possíveis e as interações entre amigos, como vender e comprar através de anúncios, participar de jogos on line, oferecer um drink, fazer uma brincadeira e aderir a causas mais ou menos nobres.
Ela é uma rede agregadora, como uma grande mesa de bar na qual você pode observar as conversas alheias e interferir a qualquer momento, mesmo que alguém da sua lista esteja conversando com alguém que não seja você. É como se estivéssemos todos sentados numa mesa de bar, num aniversário concorrido, e alguém que não conheço puxa assunto com um amigo meu e ali começa um bate-papo. Mesmo que eu não conheça aquela pessoa, posso a qualquer momento perguntar alguma coisa e travar uma conversação e começar uma amizade. Simples assim. Quanto aos grupos um aspecto que o diferencia das demais redes sociais é o fato de que qualquer informação e mensagem chega até os participantes independente deste acessar a página do grupo e aparece na página do mural e não apenas nas mensagens.
O FB também é intuitivo e nele não é preciso ficar pesquisando nas listas dos amigos para incluir pessoas que porventura não estejam na minha lista, mas que podem me interessar “convidar”. A rede é capaz de cruzar as informações entre os perfis e “sacar” quem pode vir a ser um contato meu, considerando que tal pessoa está na lista de alguém que faz parte da minha lista de amigos.
Agora que chegou à incrível marca de 250 milhões de usuários, o FB prossegue na sua caminhada rumo à conquista da internet toda. E, para isso, agrega novas ferramentas constantemente. A mais recente é a busca em tempo real dentro do site. Os resultados da barra agora são capazes de agregar informações de status, links, fotos, vídeos e notas compartilhadas na rede social nos últimos 30 dias.
A rede adota uma nova geração de filtros, de modo que os usuários possam usar a busca de forma mais efetiva. A ideia é oferecer, de modo mais organizado, retornos de busca por aplicativos, artistas, restaurantes, eventos e até pessoas. Porém o fato de não existir distinção no campo pesquisar para amigos ou grupos traz um grande volume de opções encontradas pelos filtros o que dificulta encontrar o produto final. O FB anunciou a compra da empresa de mídia social FriendFeed, que permite o compartilhamento de conteúdos, na Web, por meio de outras redes sociais e até blogs.
Referências Bibliográficas:
Revista Locaweb edição 20 - Texto de Luciano Delfini
22 de Agosto de 2009 no site http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=258284
http://www.radiodelicatessen.com.br/?p=6041 acessado em 04.05.2010 às 9:52
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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